Cidade-Purgatório da Beleza e do Caos

29 10 2009

Por Pablo Lopes Queiroz

Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro continua lindo…

COM ESSAS PALAVRAS, GILBERTO GIL CELEBRAVA A CIDADE MARAVILHOSA, PALCO DO CRISTO REDENTOR, UMA DAS SETE MARAVILHAS DO MUNDO E DE UMA GUERRA CIVIL SEM FIM, NÃO APENAS CONTROLADA PELO TRÁFICO DE DROGAS, NAS FAVELAS, MAS TAMBÉM POR UM GOVERNO OMISSO QUE, DE FATO, AINDA ESTÁ LONGE DE RESTABELECER A ORDEM NA MAIS NOVA CIDADE OLÍMPICA DA HISTÓRIA.

Acredito em uma teoria conspiratória no Rio de Janeiro, não por parte da Imprensa ou dos Governos Estadual e Federal, mas sim de poderes paralelos e traficantes que, ao levarem a cidade ao estado de sítio e elevar a violência ao status de guerra civil, mostram mais uma vez quem manda na “Rio Babilônia”, retratada por Neville de Almeida.

Nunca o Rio de Janeiro ocupou tanto as manchetes de telejornais, jornais, sites e revistas por conta da violência em suas favelas e ruas cariocas. Mas por quê? Seria por conta do anúncio dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados na cidade, e com isso o local passa a ser foco mundial de notícias e expectativas? Ou tal anúncio serviu para que traficantes, bandidos, “comados vermelhos” e afins possam divulgar, com mais impacto e eficácia, seu “reino de terror” pelo mundo?

Acredito que tais perguntas se entrelacem em outras questões: como resolver o problema do Rio? Para quem resolver, para seus moradores ou para “inglês” ver?

Enquanto isso, os governos Federal e Estadual travam uma outra guerra, neste caso, “fria”, sobre a questão do Exército nos morros e favelas cariocas. A melhor opção até agora, para conter e estancar a criminalidade explosiva da cidade, é contestada como uma “inabilidade” do governo do Rio de Janeiro em lidar com seus problemas internos e de forma orgulhosa a opção é rechaçada toda vez que mencionada.

Algumas pessoas ainda acreditam que leis que regulamentem e liberem o uso de drogas no país possam minar o tráfico nas favelas do Rio. De certa forma, já temos uma bizarra regulamentação para o uso de drogas no Brasil, pois dependendo da quantidade encontrada com cada usuário, o mesmo não responde a processo criminal e nem mesmo corre o risco de ir para a cadeia. A outra questão é que a liberalização da maconha e de outras drogas não deve ser tratada por Poderes Políticos, mas sim por médicos e especialistas da área de Saúde Pública.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o doutor Pablo Roig, psiquiatra e especialista no tratamento de usuários de drogas, comentou a posição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defende a descriminalização da maconha, pontuando que isso já ocorre, uma vez que o uso de drogas não rende prisão, apenas o tráfico. Ele destacou que a campanha apenas pode ser explicada por ingenuidade ou maldade, uma vez que o real objetivo da campanha é promover a liberalização da maconha, que provoca diversos estragos na vida do usuário e, para os pacientes que fazem tratamento, provoca ainda perda de grande parte da vida. Roig pediu que assuntos relacionados com as drogas fossem comentados por especialistas e não por “pessoas com algum discurso com intenções eleitoreiras”, destacando que as posições adotadas por pessoas como o ex-presidente da República acabam prejudicando o trabalho de quem tenta reduzir e banir o uso de drogas no Brasil. (fonte: jovempan.uol.com.br)

A questão do tráfico de drogas e da violência no Rio são complementares, e acabar com esse mercado renderia prejuízos a muita gente. Sabemos que os usuários financiam o tráfico, mas o tráfico financia de forma direta e indireta pontos complicados da cidade, como a prostituição, o carnaval, meios de mídia, futebol, projetos “sociais” em favelas e a “segurança” de muitos de seus moradores.

Sem falso moralismo, mas mexer no tráfico de drogas é também acabar com o grave, mas “vantajoso” negócio da prostituição (infelizmente, fonte turística da cidade), é desalojar milhares de pessoas de seus barracos, e para onde todos irão? Sem contar que o Carnaval, fonte turística de primeira grandeza também sofreria com isso. Já se foram os tempos dos grandes bicheiros financiadores do ápice turístico carioca, os verdadeiros “Don Corleones” da “malandragem carioca”, que agora está na mão de grupos do poderoso tráfico carioca.

Tudo isso é uma grande bola de neve, pois na ponta dessa cadeia criminosa, o turismo perderá sua força e muitos dos recursos da cidade se esvairão para outros pontos do país.

Quem sabe essa não seja a hora de vermos o Rio como ele realmente é, com suas belas praias, calor avassalador, belas mulheres e o Cristo Redentor, uma das Sete Maravilhas do Mundo.

Com a novidade dos Jogos Olímpicos de 2016, e quem sabe com a Copa do Mundo de 2014, poderemos enfrentar o mesmo descaso dos Jogos Pan-americanos, com grandes manchetes de desvio de dinheiro, em que obras e melhorias na cidade foram feitas apenas para os participantes do evento. Mas e a população do Rio? Alguém mais usufruiu disso?

As mudanças na segurança, no tráfico de drogas, nas obras, nas melhorias, nos transportes, na reformulação da saúde pública, no combate a violência e os projetos para o fim das favelas deve ser feito para os brasileiros, principalmente para os cariocas e não apenas para o mundo inteiro ver uma grande e suntuosa maquiagem, como o ex-Governador de São Paulo, Paulo Maluf, costumava fazer em seu projeto “Cingapura”, que apenas cercava e cobria as favelas, mas que nunca acabou definitivamente com o problema.

Acredito que ao invés de nosso Presidente e do Governador carioca pensarem em medalhas e prêmios, devemos pensar em devolver à cidade o título que a muito se perdeu: “cidade maravilhosa”.

Que a intervenção federal seja bem vinda, que a polícia corrupta e as milícias a la “Robin Hood” possam ser afastadas, que o papo de liberalização da maconha seja posto de lado. Não podemos esquecer que o país ainda conta com uma lei seca no trânsito que é dura, entretanto muito pouco respeitada.

Se ao menos a grande maioria dos brasileiros respeitasse qualquer lei…

Enquanto isso, Sérgio Cabral, Governador do Rio, pretende blindar seus helicópteros e Lula, nosso Presidente, prefere pensar e dizer que “o Brasil não vai deixar ‘gringo’ nenhum ganhar medalhas!”. Populista como sempre, mas fora de hora e de propósito como sempre.

Prefiro o Rio de Janeiro em paz do que com qualquer medalha, sede ou título de Copa do Mundo no bolso.

E enquanto isso: O Rio de Janeiro continua sendo…





Google Lançará Serviço Digital de Compra e Busca de Músicas

25 10 2009

Traduzido por Pablo Lopes Queiroz

Fonte: www.utalkmarketing.com

Google Audio - Ray Charles (Comemorativo)

Rumores indicam que a gigante Google lançará um serviço similar ao iTunes, que integrará  os serviços de busca e música.

Fontes informaram que a Google já está, há algumas semanas, adquirindo direitos de conteúdo de grandes gravadoras, para o lançamento do serviço, o que afirmam tornar mais fácil encontrar, ouvir amostras e comprar músicas por meio do recurso de busca.

Usuários poderão adquirir as músicas disponibilizadas na página da Google ao clicar em um botão de “compra” e por meio de diversos sites, como a Amazon.com e a  iTunes Music Store da Apple.

Os serviços iLike e LaLa facilitarão o recurso a partir de 28 de outubro, informaram as fontes, que não obtiveram permissão para falar publicamente do serviço antes de seu lançamento.

O novo serviço envolverá as principais gravadoras de música do mundo, como a Universal Music Group, Sony Music Entertainment, Warner e a EMI.

As gravadoras esperam que, ao facilitar a busca por músicas na web, possam também alavancar o mercado digital, atualmente dominado pelo iTunes que conta com 70% das vendas de download na rede.

Steve Purdham, CEO do we7, um dos sites mais acessados do Reino Unido, com 2,5 milhões de usuários mensais, disse que a proposta deve ser analisada com cuidado.

“O acesso à música on-line parece ser o ‘hit’ do momento e os jornais sempre abordam rumores como este, sobre um serviço de música da Google”, afirma Steve.

“Enquanto esse conceito é bastante discutido, muitas pessoas ainda evitam falar sobre a grande questão: isso reforçará o mercado? Tanto o MySpace Music, quanto o Imeem e o Spotify enfrentam os problemas da realidade econômica atual, em que a escala de valores não é a questão principal, mas sim a sustentabilidade econômica.”

Steve ainda disse, “o YouTube, por exemplo, ainda aguarda pelo retorno de lucros desde sua aquisição, pela Google, em 2006. Entretanto, o site continua a se expandir de forma rápida, anunciando recentemente que conta com mais de 1 bilhão de visualizações por dia”.

“A habilidade de expandir a plataforma de vídeo, em tal escala, ao menos por agora, e sem o desenvolvimento de um modelo de renda sustentável, tira o foco das inovações necessárias para transformar a internet em um ambiente corporativo favorável às diferentes mídias.”

Steve afirmou que o “Google Music” (ou “Google Audio” / “OneBox” como vem sendo chamado) seria ótimo para os consumidores, mas alerta, “o que a atual indústria fonográfica mais necessita no momento é  uma demonstração de que a economia pode funcionar”.

“O foco deve estar no pagamento de direitos autorais aos artistas, nas transparência do modelo e em sua sustentabilidade. Uma vez que isso aconteça, então as escalas de valores e as oportunidades poderão ocorrer de forma positiva”, ele conclui.

“A we7, com um bom amparo das gravadoras, construiu um importante serviço de distribuição on-line de conteúdo e atingiu o primeiro lugar como um dos sites de música mais acessados do Reino Unido, com 2,5 milhões de usuários mensais, e nosso foco está no modelo de trabalho baseado em anúncios publicitários.”

NOTAS DO TRADUTOR:

  • O evento de apresentação do serviço se chamará “Discover Music!”.
  • Informações adicionais sobre as músicas (títulos, bio, artistas, CDs) serão fornecidas pelo serviço.
  • O novo serviço da Google será integrado ao já conhecido serviço de busca da companhia.
  • O sistema de busca de músicas será bastante similar ao padrão de busca da Google.
  • O ILike foi recém adquirido pelo MySpace, portanto é provável que o novo serviço da Google envolva ambos os sites.
  • Os usuários poderão fazer o stream de músicas direto do Google e por meio de seus parceiros ILike e Lala.
  • Tanto o serviço ILike quanto o Lala fornecem o stream limitado de músicas.
  • Por meio do Lala, usuários podem fazer o stream da música apenas uma vez, após esse processo o usuário  poderá comprar a música ou a acessar por apenas 30 segundos.
  • Já no ILike, algumas músicas estão disponíveis (completas) para streaming e outras contam apenas com 30 segundos de acessibilidade.
  • O MySpace Music possui os direitos totais de streaming de todo o conteúdo disponibilizado no site (por meio das principais gravadoras).

Google Music (Ingresso para Apresentação do Lançamento)





Californication

9 09 2009

Por Pablo Lopes Queiroz

Californication

NÃO SOU MUITO FÃ DE SERIADOS NORTE-AMERICANOS, MAS APÓS ASSISTIR AO EPISÓDIO PILOTO DE CALIFORNICATION TIVE DE CORRER PARA A PRIMEIRA LOJA QUE ENCONTREI, EM PLENO FERIADO, PARA COMPRAR O BOX COM AS DUAS TEMPORADAS DA SÉRIE. UMA ODE À AUTODESTRUIÇÃO E AO ESTILO DISFUNCIONAL DE UM ESCRITOR E SUA NADA CONVENCIONAL FAMÍLIA.

Sei que estou um pouco atrasado em relação ao sucesso de Californication, que estreou nos EUA, no canal a cabo Showtime, em 2007 e agora já segue em sua terceira temporada, mas definitivamente, a série é incrível.

Hank Moody (interpretado por David Duchovny, de Arquivo X) é um escritor vivendo em meio à crise da meia idade que, ainda apaixonado por sua “ex-mulher” Karen (Natascha McElhone) e enfrentando um sério bloqueio criativo, tenta colocar sua vida em ordem, mas da pior forma possível: fumante pesado, alcoólatra, viciado em sexo e em algumas substâncias ilícitas, Hank torna a vida de todos ao seu redor, muito, mas muito difícil. Ele é uma criança presa no corpo de um adulto. Sua filha Becca (Madeleine Martin), uma garota de 12 anos em plena crise de adolescência, parece ter mais juízo do que todos os personagens juntos.

Hank é um anti-heroi, nada nele é convencional, sua conduta é, na maioria das vezes, imoral, bebe como um cavalo, fuma como uma chaminé, usa as mulheres para satisfazer seu incontrolável apetite sexual (sem ao menos preocupar-se com uma simples camisinha), mas por muitas vezes é usado também. Não escreve uma palavra desde que lançou seu grande sucesso God Hates Us All (Deus Nos Odeia), adaptado para um meloso e entediante filme (para seu grande desgosto) e perdeu sua musa para um playboy antipático e também de meia idade. Entretanto, aí está uma grande qualidade do personagem, por pior que possa parecer, por mais que sua descida ao inferno seja cada vez mais íngreme e por mais que tenha desistido de tudo, da carreira, de sua vida, ele não desiste nunca da mulher que mais ama, e de Becca, sua filha.

Ele inferniza a vida de Bill (Damian Young de CSI: Miami e Law & Order), o atual de sua ex, e até transa “sem querer” com Mia (Madeline Zima, a adorável garotinha do seriado The Nanny). Sua vida não tem muito sentido sem Karen e ele tenta de todas as formas a ter de volta, nem sempre de maneiras convencionais, moralmente aceitas, ou maduras para um homem de sua idade. Se ele vai conseguir ou não, isso só saberemos na terceira temporada, pois seu deslize com Mia, ainda é um segredo não revelado e um obstáculo que ainda promete algumas boas risadas e muita identificação com o público. Afinal, quem não tem segredos guardados a sete chaves? Quem nunca fez algo imaturo em nome do amor? Quem já não lutou com unhas e dentes por algo que realmente valesse a pena? Quem nunca se viu frustrado por não ter conseguido nada disso?

A melhor coisa da série e de seus personagens é que todos parecem saídos de livros de Charles Bukowski ou de Jack Kerouac, ou então de filmes como “Despedida em Las Vegas” ou “Hedwig – Rock, Amor e Traição” (o título em inglês é muito mais legal: Hedwig and the Angry Inch). A vida boêmia e disfuncional impera por todos que rondam o círculo de Hank, todos em sua maneira, lutando contra seus demônios, em um ciclo corrosivo de autodestruição e todos, à sua maneira, obcecados em conseguir apenas o que vale a pena, o amor!

É impossível sentir raiva de Hank ou de Charlie (Evan Handler de Sex and the City), seu agente e melhor amigo, que trai a esposa, Marcy (Pamela Adlon), sem o consentimento “total” dela, com uma atriz pornô e que muitas vezes não consegue segurar seu ímpeto, se masturbando em sua própria sala no escritório. Ambos são humanos; de carne e osso; imorais, por parte do tempo, em suas condutas e em seus relacionamentos; porém ambos amam demais as mulheres de suas vidas e fazem tudo com a melhor das intenções, o que nem sempre é transparente. Hank é um ser promíscuo e libertino, chega a ser escatológico às vezes (para orgulho do Marquês de Sade e de Maquiavel), mas tem um bom caráter, teimoso e imaturo, entretanto não deixa de ser um sujeito boa gente e carismático, com o qual nos simpatizamos e, por que não, nos identificamos ao primeiro olhar. Charlie é uma figura “cartunesca” e hilária, o que torna impossível não o perdoá-lo ao menor deslize.

Nosso anti-heroi tem lábia com as mulheres, consegue qualquer uma que quiser, já Charlie, muito bem casado por sinal, quer apimentar sua relação, mas falta comunicação com sua mulher, que quer o mesmo.

Todos os personagens dessa história, que se passa na ensolarada Califórnia, têm suas obsessões, sejam por sucesso, fama, dinheiro ou sexo/amor e todos fazem parte de uma grande e apaixonante família disfuncional. No meio dessa família um tanto louca, Becca, 12 anos, filha de Hank: uma roqueira nata, de gênio forte, mas sensível e extremamente inteligente, sagaz, que como disse Hank, puxou a “beleza” de sua mãe e a “inteligência” de seu pai.

Californication é uma ode à cidade em que se desenvolve a trama, a cidade das luzes, dos sonhos por fama, fortuna, sexo e poder, a cidade que pode torná-lo tudo o que mais sonhou, ou pode destruí-lo, como um gigante impiedoso.

Em Californication, todos têm suas obsessões, mas são poucos os que as perseguem com más intenções.





Propaganda em Mídias Sociais

27 04 2009

Por Pablo Lopes Queiroz.

Artigo para a agência de publicidade Peralta StrawberryFrog.

Mídia Social

Panorama de Mídia Social

Muitos usuários de Internet utilizam as ferramentas de mídia social em seu cotidiano, mas poucos sabem o que isso significa.

O termo “mídia social” surge junto com a Web 2.0, em que usuários da rede criam e trocam conteúdos entre si. Por meio do mundo virtual, pessoas, ao redor do globo, podem compartilhar idéias, opiniões, experiências e perspectivas, tudo isso usando e controlando ferramentas e plataformas on-line de textos, imagens, áudio e vídeo.

Tais sites de mídia social se valem de tecnologias como blogs, fóruns, microblogs, podcasts, lifestreams, bookmarks, redes, comunidades, wikis, e vlogs permitindo a total interação entre seus usuários. Confira abaixo um breve panorama de mídia social na web:

panorama-de-midia-social-2
Mídia Social e a Propaganda

As mídias sociais são uma poderosa ferramenta de divulgação on-line e tanto as marcas quanto as grandes empresas já se deram conta de todo o seu potencial. Com isso um novo panorama se abre para que empresas tradicionais utilizem ferramentas de marketing on-line com sucesso.

Para que tal estratégia seja bem sucedida as ações publicitárias on-line devem seguir algumas regras dentro do mundo virtual:

COMO AS MARCAS DEVEM ATUAR NA MÍDIA SOCIAL

A primeira regra a ser seguida é a formatação de um plano de ação. Quais são os principais objetivos? Aumentar o número de leitores de feeds? Vender um produto ou serviço? Criar uma comunidade? Atrair um maior tráfego ou popularidade para seu blog/site? Sem uma estratégia definida não há como avaliar qualquer tipo de resultado.

Em segundo lugar deve existir uma relação de honestidade e transparência legitima entre a marca e o consumidor. O usuário deve se sentir livre para escolher e recriar o conteúdo ou não, portanto, isso não deve ser controlado (apenas comentários pejorativos fora do contexto da campanha), ou mesmo de caráter obrigatório (spams estão fora de questão e vão direto para a lixeira de e-mail de qualquer usuário).

Terceiro, a exposição da marca e de seu conteúdo deve ser em forma bidirecional, o que facilita o diálogo entre o consumidor e a marca, por meio de comentários, enquetes, votações e fóruns.

Em quarto lugar, a descentralização da informação, ou seja, o poder da mídia social atinge milhões de pessoas e, portanto, a ação deve ser distribuída através de milhares de vozes e não unilateralmente pela empresa.

Em quinto lugar podemos entender que a visibilidade da marca e o sucesso da campanha devem levar em conta o perfil do usuário, seja ele financeiro, social, religioso, sexual, entre outros.

Outra dica valiosa para o sucesso na divulgação em websites de mídia social depende de uma interface amigável para o usuário, com fácil visualização e leitura do conteúdo. Não há nada mais irritante do que um site poluído, com interrupções de acesso e de difícil manuseabilidade.

PIORES ERROS QUE UMA MARCA PODE COMETER EM MÍDIA SOCIAL

O modo como a marca e a empresa representante é percebida dentro do mundo virtual pode afetar sua reputação e credibilidade perante o usuário, tornando indispensável muita atenção para alguns erros amadores que podem sacrificar uma campanha:

Um perfil mal construído pode levar abaixo toda uma ação publicitária e antes da divulgação do case, por exemplo, no Facebook, ou Twitter, a empresa deve se certificar de ter disponibilizado o máximo de dados possíveis de seu produto sem deixar nenhuma lacuna a ser preenchida. Tal erro já mina qualquer possível credibilidade com o usuário final. Isso vale para sites oficiais da marca, sem essas informações de apresentação não há troca entre o produto e o consumidor.

Spams estão fora de questão para qualquer forma de divulgação. Usuários de Internet são inundados por milhares de spams diariamente e a maioria dispõe de ferramentas para bloquear tais formas de mídia.

Outro ponto importante a ser tocado é quando empresas ignoram criticas feitas por meio de comentários. Criticas construtivas são sempre bem-vindas e ajudam a melhorar decorrentes falhas, mas o ponto-chave em questão é sempre estar atento ao que a concorrência e os usuários/consumidores falam sobre sua marca.

A ausência de informações verdadeiras e a falta de transparência, por mais comuns que possam parecer, são um caminho sem volta. Em um primeiro momento isso pode até atrair o usuário, mas impede qualquer fidelização à marca e com certeza afugenta o público, lembrando que as informações sobre a ação são disseminadas à velocidade da luz, dentro do mundo virtual, e para milhares de pessoas.

Para o sucesso da divulgação, o site deve conter ferramentas de share (compartilhamento). Caso contrário de que adiantaria ao usuário enviar conteúdo próprio se o mesmo não pode ser disseminado na rede, para seus amigos e conhecidos.

Por fim, sites lentos, com demora no carregamento, com templates poluídos, sem atualizações constantes e navegação confusa não são user-frendly. Isso afasta o consumidor.

TRÊS MARCAS QUE FIZERAM UM BOM TRABALHO EM MÍDIAS SOCIAIS

Embarcando no sucesso de ferramentas de mídia social, três campanhas publicitárias obtiveram um enorme sucesso e retorno na divulgação de suas respectivas marcas:

Skol Beats

Neste ano, um grande evento mobilizou a cidade de São Paulo. O Skol Sensations, patrocinado pela Skol, levou 40 mil pessoas vestidas de branco ao ginásio do Anhembi, no começo de abril. A versão brasileira de uma das “festas mais alucinantes da Europa” contou com uma maciça campanha publicitária de mídia social. Os participantes puderam distribuir e trocar conteúdos pessoais do evento por meio de ferramentas de compartilhamento e sites como Flickr (fotos) e Youtube (vídeos). Um enorme sucesso que segue os passos do festival de música eletrônica Skol Beats: por meio de um site montado apenas para o evento, os usuários da rede puderam escolher as atrações da noite (nacionais e internacionais), VJs convidados e até a instituição de caridade que receberia a verba revertida pela reciclagem de latas de alumínio.

De acordo com Max Petrucci, sócio-fundador da Garage Interactive Marketing, agência digital da Skol, “O Skol Beats foi a maior ação de criação coletiva da Internet brasileira até hoje. Em vez de usarmos redes sociais já estabelecidas, como Orkut, MySpace ou Facebook, decidimos fazer uma própria, que refletisse os conceitos da Skol e aproximasse a marca das pessoas. Com isso, tivemos dois milhões de pessoas que decidiram tudo sobre o evento. Tudo foi feito em conjunto com os consumidores”, diz Petrucci. (fonte: www.propmark.com.br – 12/01/2009)

Bebê LG

Com o conceito “Você espera um som, mas acaba ouvindo mais do que esperava”, a Y&R criou uma campanha para a LG Electronics com a finalidade de apresentar os celulares Music Phone LG (primeira linha de celulares dedicados à música criados pela LG). Com um vídeo amplamente divulgado em meios de comunicação e em sites como o Youtube, a segunda fase da campanha esperava atingir uma maior interação entre a marca e o consumidor: a ferramenta criada, o site Bebê LG Records, permite que o usuário grave sua voz, fazendo com que o bebê da propaganda cante a música escolhida. O grande diferencial é que qualquer pessoa pode enviar o resultado final para seus amigos e ainda tem seu vídeo disponibilizado na galeria do site.

Para Fernando Taralli, responsável pelo núcleo digital da Y&R, a grande evolução no mundo digital foi o crescimento do consumo de vídeo pela Internet no último ano, quando todos os portais desenvolveram áreas de conteúdo em vídeo: “Campanhas de sucesso da Y&R, como Bebê LG, tiveram enorme sucesso no meio digital, confirmando que a boa propaganda transcende meios e canais”, destaca. (fonte: www.propmark.com.br – 16/02/2009)

Como um enorme sucesso, a campanha ainda foi vinculada em outros países da América Latina como: Panamá, Equador, Chile, Argentina, Colômbia, Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Venezuela, Peru e Uruguai.

Barack Obama (Eleição Americana para Presidente)

Pela primeira vez na história da política, um candidato à presidência americana utilizou a Internet de forma maciça e eficaz. O sucesso de sua campanha se deu graças ao uso de ferramentas inovadoras para a captação de recursos e a utilização e divulgação eficazes de mídias sociais como canais de mobilização do eleitorado.

É importante prestarmos atenção aos números para entendermos como pequenos detalhes foram essenciais para a exposição positiva do candidato:

Obama criou campanhas direcionadas para diversos sites de mídia social e como resultado obteve 130 mil seguidores em seu Twitter, 14 milhões de visitas em apenas um vídeo no Youtube, um grupo no site de relacionamentos Facebook com 2,3 milhões de membros e mais de 3,1 milhões de doadores de recursos.

Essa deve ser considerada a maior e mais bem sucedida ação de mídia digital atualmente.

UM EXEMPLO DE AÇÃO QUE NÃO DEU CERTO

Dr. Pepper Vs. Guns N’ Roses

Depois de falarmos de tantos sucessos relacionados à mídia social não poderia deixar de citar um dos grandes fracassos da propaganda publicitária.

Em 2008, e após 14 anos de espera, a banda americana de rock, Guns N’ Roses, ainda não havia lançado seu prometido CD. O fabricante norte-americano de refrigerantes, Dr. Pepper, lançou um desafio: se o CD fosse finalmente lançado até o final daquele ano, o fabricante disponibilizaria uma lata de refrigerantes grátis para cada cidadão americano e em território americano. Uma grande idéia de marketing que serviria para aumentar a expectativa pelo álbum e alavancar o nome da marca.

Uma tímida campanha foi montada (não era certo o lançamento para o mesmo ano) no próprio site do fabricante de refrigerantes e tal ação movimentou listas de discussão e sites de música no mundo todo.

Para surpresa geral, o álbum é inesperadamente lançado em novembro de 2008. Pegos de surpresa o fabricante, em nota oficial, promete cumprir sua parte do acordo, mas fere uma das principais regras da mídia social: a transparência e a honestidade em relação ao usuário e consumidor final.

Para receber o refrigerante grátis, os consumidores, através de largas ações de mídias sociais feitas por fãs da banda, precisariam preencher um perfil no próprio site e aguardar a impressão de um cupom que validaria a troca pelo produto. Tal procedimento só poderia ser feito mediante a apresentação do cupom e até 24hs depois. A grande procura gerou lentidão nos sites até sua total falha.

Milhares de pessoas não conseguiram imprimir seus cupons e ficaram de fora da promoção devido ao tempo expirado.

Para completar o desastre total da ação, locais de troca não foram definidos pelo fabricante e quando um consumidor se dirigia a qualquer estabelecimento comercial, nenhum dos proprietários autorizava a troca por não estarem interados sobre a campanha de marketing.

Atualmente a banda trava uma batalha judicial com a Dr. Pepper e como conseqüência teve sua credibilidade e imagem danificadas.

Considerações Finais

Nos dias de hoje a mídia social cumpre um papel fundamental na propaganda e na exposição de marcas. Usuários e consumidores têm migrado das TVs e mídias impressas para a Internet de forma muito rápida e essa é uma tendência irreversível que só tende a crescer.

Boas ações de marketing viral e campanhas publicitárias on-line são essenciais para a manutenção, sucesso e crescimento de marcas em escala global. Seu uso correto pode alavancar uma marca desconhecida, aumentar vendas e a manutenção constante do nome. Sua ação incorreta pode por abaixo até as marcas mais estáveis do mercado.

O que não podemos deixar de levar em conta é que agora o fator principal deixa de ser a comunicação unilateral da empresa com o consumidor e sim a interligação de usuários comuns e consumidores.





Obamanomics: Como a Economia da Justiça Pode Mudar o Mundo

3 04 2009

Por Pablo Lopes Queiroz.

Resenha para a Folha de S. Paulo (Folha Online).

Barack Obama

O autor de best-sellers e professor especializado em política e economia, John R. Talbott, analisa o plano de gestão do presidente americano Barack Obama e os passos delimitados para a recuperação de uma nação no furacão da crise mundial. Após a administração de George W. Bush, para o novo presidente americano eleito coube a herança de um número recorde de problemas econômicos. Em “Obamanomics”, Talbott destaca alguns dos principais desafios de Obama em sua futura administração: fortalecer a economia americana, brecar o colapso financeiro e retomar a estabilidade bancária em escala global, acabar com o lobby corporativo que sistematicamente enfraqueceu a economia dos EUA e finalmente proporcionar oportunidades econômicas e sociais mais igualitárias para todos os americanos. Quem viver, verá!

SOBRE BARACK OBAMA (PRESIDENTE AMERICANO E AUTOR DE LIVROS)

Formado em Ciências Políticas, com especialização em Relações Internacionais pela Universidade de Columbia, em Nova York, Barack Obama, o primeiro presidente negro eleito dos EUA, reconta sua infância em seu primeiro best-seller de memórias, “A Origem dos Meus Sonhos” (Ed. Gente, lançado no Brasil em 2008). Logo após ingressar na Escola de Direito de Harvard é escolhido como o primeiro editor negro da revista Harvard Law Review. Em 2006 publica seu segundo livro “A Audácia da Esperança: Reflexões Sobre a Reconquista do Sonho Americano” (Ed. Larousse, lançado no Brasil em 2007). Muitos consideram a última obra como sua tese para alcançar a presidência norte-americana, outros, apenas um presságio de tempos difíceis, mas cheios de esperança.

R$ 34,90

Editora Arx - R$ 34,90





Aos Heróis, As Moedas

25 03 2009

Por Pablo Lopes Queiroz.

Artigo/Crônica de conclusão de curso (Senac 2009 – Redação Jornalística)

Kiss (WWII)

BEM DIZ O DITADO POPULAR, PAI NÃO É AQUELE QUE GERA, É AQUELE QUE CRIA, ALGUÉM QUE ESTABELECE VÍNCULOS AFETIVOS E UM REFERENCIAL MASCULINO PARA QUALQUER SER EM FORMAÇÃO. UMA SIMPLES MOEDA COMEMORATIVA, TRANSFORMADA EM MEDALHA REMETE A ESSA FIGURA, MEU AVÔ.

De origem portuguesa, meu avô, João de Araújo Lopes Filho, nascido em 18 de abril de 1922, teve uma vida que muitos podem considerar difícil, outros apenas a consideram como corajosa. Vindo de uma família, não rica, mas com algumas posses, nunca se adequou às vontades, desejos e forma de agir do meu bisavô, também João, um homem austero, inflexível e tido por muitos como cruel.

Aos 14 anos, decide sair de casa inconformado por seu pai se amasiar com a melhor amiga de sua mãe, que acabara de falecer. Sua madrasta não fazia questão em demonstrar nenhum afeto por ele. Outro ponto de conflito foi a profissão que escolhera, goleiro do time de futebol Portuguesa.

Passa então a morar na casa de parentes até atingir a maioridade e se alista no exército por conta da 2ª Guerra Mundial. Ele zarpa de navio até Recife, onde surpreso encontra seu pai que viera buscá-lo. João, o pai, era um homem influente e apesar de todos os seus atos cruéis, segue até Recife atrás do filho e num ato contraditório tenta demovê-lo da ideia de partir para a guerra. Tarde demais, meu avô João, agora um homem e livre das amarras de seu carrasco decide partir para o front de batalha. Não sem antes deixar para trás uma ruiva sardenta por quem era apaixonado e com quem mais tarde se casaria.

Cara a cara com os alemães, ele permaneceu três anos na guerra e lutou durante 40 dias em uma trincheira. João volta ao Brasil com marcas de estilhaço pelo corpo todo, mas orgulhoso por ter participado e vencido a Batalha do Monte Castello, na Itália. Uma de suas lembranças mais obscuras durante sua permanência na Itália foi ver os corpos do ditador Benito Mussolini e de sua mulher enforcados.

De volta ao Brasil ele reencontra o grande amor de sua vida, aquela ruiva sardenta, filha de um chapeleiro. Fora das asas de seu pai e com poucos recursos financeiros, seu amor é posto à prova quando a família de Diva, minha avó, se opõe ao casamento. Mas esse grande e infinito amor era mútuo, e pouco tempo depois, conquistava mais essa batalha.

Teve duas filhas com seu grande amor e viveu uma vida simples, mas feliz e pautada pelo afeto. Sua maior qualidade era o seu coração, um homem bondoso, generoso que não media esforços para o bem estar de todos a sua volta. Durante algum tempo trabalhou como piloto de provas da montadora Willys-Overland, mas após um infarto que o deixo de cama por mais de um ano sem ao menos poder se mexer, passa a ser motorista de Luís Antônio da Gama e Silva, Reitor da USP e que mais tarde, como Ministro da Justiça, apóia a Ditadura Militar e redige o Ato Institucional Número 5.

De motorista do reitor ele passa a ser coordenador do anfiteatro da USP e organizava com maestria todos os eventos que aconteciam no local, inclusive as agendas e a parte técnica da orquestra do maestro Eliazar de Carvalho. João, meu avô, permanece no emprego até o fim de sua vida, morrendo, em 26 de janeiro de 1984, de falência múltipla dos órgãos apenas um ano após se aposentar.

As moedas comemorativas que ganhou, são advindas desse período, não são nenhum prêmio ou homenagem ao homem, mas a Instituição da Universidade de São Paulo. Com orgulho de seu trabalho e de sua posição, esse objeto fez parte da decoração da casa de meu avô por todos esses anos, e após sua morte passou a fazer e até hoje, parte da história de nossa família. É impossível as manejar sem lembrar da figura daquele homem tão importante na vida de muitos.

Eu tinha apenas quatro anos quando João faleceu e minhas memórias são contraditórias, ao mesmo tempo vagas, mas ricas de emoção e douradas como suas moedas. Lembro-me de ficar em seu colo, de passearmos juntos, do clube Juventus na Móoca, de ficarmos tardes inteiras assistindo desenhos animados, de descer da perua escolar e sempre ver seu rosto e de muito, mas muito carinho e amor. De um avô, que em pleno leito de morte e sem falar com ninguém, me reconheceu e ainda me deu sua última e maior demonstração de carinho: fingir que nada demais estava acontecendo.

Essa é a história de meu avô, ou pai, ou pai-avô.

Meu avô durante a 2ª Guerra Mundial (Itália)

Meu avô durante a 2ª Guerra Mundial (Itália)





Lost In The Jungle: Emo Years Ahead

21 03 2009

(Em Inglês) Por Pablo Lopes Queiroz.

DJ Ashba

DON’T HOLD YOUR BREATH IF YOU THOUGHT ABOUT A KICK ASS ROCK-AND-ROLLER-VIRTUOSO-AXEMAN AS THE NEW LEAD GUITARIST FOR A BAND WHICH WAS ONCE KNOWN AS “GUNS N’ ROSES”. AS A SIGN OF (BAD) TIMES, A MAN WHO CALLS HIMSELF DJ AND PRETENDS TO BE A ROCKER (AN “EMO PUNK” WOULD BE THE PROPER TERM TO DEFINE SUCH EXQUISITE STYLE) IS AXL ROSE’S NEW PUPIL.

Like the great Jim Morrison once said: “This is the end/my only friend, the end”. What in God’s name happens to a band that releases a record and six months later still has no promotion or marketing/publicity whatsoever for the long awaited CD and the supposed “comeback” of “The World’s Most Dangerous Band”? Not such reliable sources informed us that a video release for the song “Better” is on the way and maybe (really, maybe!) a world tour, but it’s “better” if we don’t wait too much for it (if so, at least on a comfortable position). Sure enough, Jim Morrison was a wise man.

On top of all this disastrous publicity plan, two interviews in which Mr. Rose, himself, slammed old band members and proved to the world, once again, how spoiled and immature some 40 year old “has-been” rock stars can be. Don’t get me wrong, I love the guy, but enough is enough.

Anyway, when things could not get any worse, once again, the thousandth incarnation of the already project-of-a-band started to fell apart, and now with Slash, Paul Tobias, Buckethead and Robin Finck, long gone, the remaining “new gunners” were left looking, once more, for a new guitar player. It seems like a bizarre curse, Slash is always struggling for a singer and it sounds like he can only find the crazy-egomaniac ones. On the other hand Axl already tried every possible axeman from Earth to Mars, without success and is running out of options. Maybe this is just a sign; maybe someone is trying to say to the red-neck-red-headed singer, to grow up and get back together with his old band members, at least just for the fun of it.

A lot was said about auditions for the band. Among the rumors were names like Nick Sterling, a 19 year old guitar prodigy with a Vai-Santriani-Malmsteen shredding style, and Ryan Roxie, a bluesy-metal guitar demi-god and best known for his work with shock-rock legend Alice Cooper. Michael Lee Firkins was the third option, but was dropped right out of the bat just because Axl thought he used too much whammy bar in his playing.

Every rocker knows that all matters involving GNR’s camp are always done with a “bit” of unpredictability, but this time things just went too far. The man chosen for the job is another Indiana homeboy, like Axl, Izzy and Paul “Huge” Tobias, named DJ Ashba, who strangely has some close connections with the members of Mötley Crüe, especially Nikki Sixx (with whom he formed the band Sixx A.M.). Needless to remember how Axl hates the members of the “Crüe”! You can’t say that the “Crüe” guys would like to be in the same room with Axl either, but still, this is a very strange move for a control-freak like Axl, who is surrounded only by people with bowed heads and in which he trusts.

The guy (Axl) is trying to erase GNR’s past history and by bringing Ashba to the bill, he’s tarnishing the name of the most badass rock bands of all times and turning the act into an emo-laughable-non-style-hired-hand circus.

Just when I though that the Buckethead era, with alien fingers, a KFC bucket on top of his head and with a Michael Myers mask, playing the nunchakus on stage, was a real messy circus far from a rock gig.

At last, for all us, old “number one” fans, it’s time to say goodbye… before we get more embarrassed.

ACESS DJ ASHBA’S OFFICIAL WEB SITE





Watchmen, O Filme

1 03 2009

Tradução por Pablo Lopes Queiroz.

Watchmen, O Filme

COM LANÇAMENTO NO BRASIL PREVISTO PARA 6 DE MARÇO DE 2009, A SENSACIONAL ADAPTAÇÃO DA HQ DE SUPER-HERÓIS, WATCHMEN, ENCABEÇOU A HOT LIST DE 2008 DA REVISTA ROLLING STONE AMERICANA.

Matéria Original (em Inglês) por Brian Hiatt

Logo nos primeiros minutos de Watchmen, a adaptação para o cinema da graphic novel dos anos 80, com lançamento no Brasil previsto para o próximo dia 6 de março, uma cena de luta, ao melhor estilo Matrix se inicia, com direito a “super-heróis” socando e derrubando paredes com suas próprias mãos. KA-BOOM! POW! SMASH! Impressionante! Entretanto, a pancadaria soa completamente fora de lugar, como se Michael Bay (diretor de Transformers 1 e 2) dirigisse o clássico Moby Dick e iniciasse sua “obra-prima” com um duelo em câmera lenta entre um homem e uma gigantesca baleia.

É muito difícil explicar a grandiosidade de Watchmen para um não-aficionado em quadrinhos: seu criador, Alan Moore, é uma espécie de Bob Dylan das histórias de super-heróis; um gênio que introduziu, em sua obra, uma incomparável técnica verbal, além de sofisticação e complexas tiradas filosóficas. É por tudo isso que a HQ de Watchmen é considerada seu melhor trabalho.

Ao longo dos anos, dois dos diretores mais surrealistas de Hollywood, Terry Gilliam e Darren Aronofsky, negociaram levar os quadrinhos de Alan Moore para as telas de cinema, porém, Zack Snyder, diretor de alguns filmes de ação sem muito conteúdo, como 300, uma fiel adaptação da graphic novel de mesmo nome, foi incumbido a dar vida para o projeto.

Recentemente, a Warner Bros. exibiu os primeiros 20 minutos de Watchmen; ao que tudo indica, as melhores cenas do filme saíram direto do livro, como a sequência  arrebatadora do poderoso super-herói Doutor Manhattam, nu, de pele azulada, atingido por uma estrondosa quantidade de energia atômica e impregnado de radiação. As piores cenas talvez possam ser deixadas para o resto do longa-metragem, já que Zack Snyder declarou ter alterado o obscuro final apocalíptico do livro para a adaptação.

Mesmo com o risco de ter estragado a história, o diretor deu vida nova à obra de Alan Moore. O engraçado foi ver algumas mulheres lendo a graphic novel enquanto andavam de metrô. Só essa façanha já faz de Zack um verdadeiro super-herói.

Fonte: Resenha traduzida do site da Revista Rolling Stone

PARA CURIOSIDADES SOBRE DO FILME, MAKING OF E OUTRAS INFORMAÇÕES ACESSE O BLOG OFICIAL DE WATCHMEN.





Discovery Channel

27 02 2009

Conheça meu trabalho como Tradutor e Redator (criação) de sinopses, além de Legendador de documentários (+ de 250 títulos em DVD) para o canal Discovery Channel.

Clique na imagem abaixo para acessar o player com o teaser, sinopses e informações técnicas de todos os documentários:

Discovery Channel Player





O Curioso Caso de Benjamin Button

17 02 2009

Por Pablo Lopes Queiroz.

Benjamin Button (Oficial)

COM TREZE INDICAÇÕES AO OSCAR, ESTA SUBLIME E DELICADA ADAPTAÇÃO DO CONTO DE F. SCOTT FITZGERALD, ESCRITO EM 1921, E DIRIGIDO POR DAVID FINCHER, RETRATA A EXTRAORDINÁRIA VIDA DE BENJAMIM BUTTON, UM HOMEM QUE CONSERVAVA DENTRO DE SI A FONTE DA JUVENTUDE.

Quando somos crianças e ainda cheios de inocência temos o estranho desejo de podermos voar, durante a adolescência o mais corriqueiro é querer ser invisível para poder entrar no vestiário das meninas. Ao passo que saímos da adolescência e começamos a amadurecer e a cada dia envelhecer mais e mais, nosso mais ardoroso desejo passa a ter um ar um tanto nostálgico: quem bom seria se durante nossos “anos dourados” pudéssemos por em prática tudo o que sabemos hoje, com infinita maturidade. Ou como diria o autor Mark Twain, “A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18”.

Brad Pitt encarna o personagem de Benjamin Button, que pelo acaso da natureza, nasce um bebê com aparência de um velho, abandonado pelo pai e deixado na soleira de um abrigo para pessoas idosas. Acolhido com amor pelos pais adotivos, o bebê tem todos os sintomas de um idoso a beira da morte, entretanto, e milagrosamente, ele sobrevive não para se tornar uma criança saudável, mas sim, um senhor extremamente idoso que ao invés de envelhecer, rejuvenesce a cada dia.

A narrativa do filme é inteiramente construída por Daisy, ex-bailarina e grande amor de Benjamin, interpretada por Cate Blanchett, e sua filha Caroline (Julia Ormond, de Império dos Sonhos e Lendas da Paixão, também com Brad Pitt). Em seu leito de morte, Daisy reconta, por meio de lembranças e do diário de Button, uma singular história sobre amor incondicional, sonhos, desapego e a perda de quem mais amamos.

O Curioso Caso de Benjamin Button mistura o lírico e o fantástico, como a história do homem que foi atingido sete vezes por um raio, ou o pigmeu que se torna atração de um zoológico, ou mesmo a vida de um verdadeiro artista travestido na pele de um marinheiro bufão. Entrecortadas por tamanha fantasia, histórias delicadas como a da mãe negra adotiva de Button, ou a senhora do asilo, que todos os dias se arrumava com suas melhores roupas, mas nunca recebia visitas e de Elizabeth Abbott (Tilda Swintton, de Crônicas de Nárnia e Constantine), uma mulher casada, que prepara Benjamim para a vida e o ensina que nunca é tarde demais para voltarmos à juventude, nem cedo demais para amadurecer e viver como se cada dia fosse o último.

CURIOSIDADES SOBRE O FILME (fonte: www.adorocinema.com.br)

  • O conto de F. Scott Fitzgerald, no qual O Curioso Caso de Benjamin Button foi baseado, foi inspirado na famosa frase de Mark Twain: “A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18”.
  • Na década de 90 Steven Spielberg esteve cotado para dirigir este filme, com Tom Cruise como protagonista.
  • Brad Pitt precisava de 5 horas diárias para concluir a maquiagem necessária e se transformar em Benjamin Button.
  • O orçamento do filme foi estimado em US$ 150 milhões.
  • O filme recebeu 13 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Brad Pitt), Melhor Atriz Coadjuvante (Taraji P. Henson), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais.
  • Ainda recebeu 5 indicações ao Globo de Ouro, nas categorias de Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator – Drama (Brad Pitt), Melhor Trilha Sonora e Melhor Roteiro.
  • A adaptação ganhou 3 prêmios no BAFTA, nas categorias de Melhor Maquiagem, Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Especiais. Foi ainda indicado nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Brad Pitt), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.





Um Roqueiro “Perdido” No Show Da Madonna

22 12 2008

Pablo Lopes Queiroz.

Artigo (12ª notícia) publicado no site Minsane (Fã-clube brasileiro oficial).

Madonna Rock N' Roller

APÓS ANOS DE TERAPIA E DEPOIS DE, NO PASSADO, SER CRUELMENTE TORTURADO A UMA TARDE INTEIRA ASSISTINDO DVDS DA CHER, TINHA CERTEZA DE QUE EU, UM ROQUEIRO NATO, NUNCA MAIS PASSARIA POR TAMANHA EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA EM MINHA VIDA, MAS CALMA, NÃO FOI TÃO RUIM ASSIM.

O furacão Madonna (todo mundo fala isso) passou pelo Brasil, o maior show de 2008 e isso é indiscutível.

A cantora, mega-empresária, dançarina, “atriz” e diva de muitos, entrou em minha vida em 1998, com Ray of Light. Até aquele momento não via muita graça, mas claro que o documentário “Na Cama Com Madonna”, os clipes de “Erotica” e “Justify My Love” e o livro “Sex” mexeram com o imaginário não só de fãs xiitas, mas com toda uma geração de garotos em início de puberdade como eu.

Quando esteve pela primeira vez no Brasil, em 1993, com a turnê The Girlie Show, meu interesse e minha excitação juvenil estavam muito mais voltados para o Metallica que, no ápice de seu sucesso, vinha em turnê para São Paulo. Não tive dúvidas em escolher os metaleiros para minha iniciação em mega-shows por terras tupiniquins. Gosto duvidoso ou não, isso só cabe a nós, fãs de música “boa”. Mesmo assim, não deixei de ser bombardeado por meus amigos, fãs da cantora.

O tempo passou e como disse, após Ray of Light, e depois de Music, surge algum interesse meu na obra da cantora. Como roqueiro, acredito que American Life é um dos CDs mais criativos de Madonna, mas sei que muitos fãs preferiam menos violões e tanto flerte com o rock (até hoje me esbaldo tocando o remix ultra-pesado da faixa título) e mais beats dançantes como os de Confessions On A Dance Floor e Hard Candy. Ambos fantásticos e acima da média até para um headbanger como eu.

Quinze anos depois, meu gosto musical se tornou mais aberto, entretanto, a possibilidade de um dia encarar um show da Madonna ainda era algo inconcebível. Mas lá estava eu, três meses antes do show acontecer, sendo diariamente bombardeado por todos de que era imperativa a minha presença no show: “Você tem que ir, é espetacular, ela é demais, é o melhor show do ano, de todos os tempos!!!”. Na verdade, meu estômago revirava só em pensar em tal possibilidade. Afinal meu mundo musical não era feito por “Divas”, mas por roqueiros malucos como Ozzy Osbourne, Axl Rose, Sebastian Bach e David Lee Roth.

Mas quem disse que meus amigos desistiram de tal tarefa titânica? Após milhares de recados no Orkut e MSN (sem contar o telefone e convites inquisitivos ao vivo) resolvi ir. Entretanto, como arranjar ingressos numa hora dessas (dois dias antes do primeiro show)? A pista VIP já estava lotada. Arquibancada, para assistir de binóculos, nem pensar! Só que mentalidade de roqueiro existe até em show de Madonna. Tem que ver de perto, esmagado na grade, pulando e gritando. Já que é pra estar lá, que seja com todas as emoções à flor da pele, no meio da galera, vibrando e cantando junto (uma missão um tanto hercúlea para um anti-fã de Madonna como eu). No final, fui “brindado” com um passe livre para um camarote do Morumbi no primeiro show da cantora em São Paulo.

Já na chegada ao estádio meu primeiro susto: onde estavam os cabeludos? As camisetas pretas? Aquela vibe típica de shows de rock, com a testosterona em seu nível mais alto? Por um momento havia me esquecido, estava em um show da Madonna, como um peixe fora d’água. Mais estranho impossível. Mesmo com o conforto esperado, que só um camarote pode proporcionar, minha primeira providência foi correr atrás de um copo de cerveja (mal sabia eu que um mero copo se transformaria em litros e mais litros ao decorrer de minha noite de diversão em território “inimigo”).

Pouco tempo depois, o DJ Paul Oakenfold iniciava seu set. A estranha energia do estádio ameaçava me contagiar, mas a iluminação rosa do gigantesco palco e o clima de mega-rave mais serviram de tortura do que júbilo. Pelo menos uma vez durante toda a noite, eu e os fãs de Madonna concordávamos com alguma coisa: ninguém parecia gostar muito da apresentação do DJ, que só empolgou um pouco tocando Rhianna e Eurythmics, mas não passou disso. Cansados do camarote e da distância, então passamos (já no terceiro copo de cerveja) para as cadeiras azuis, onde pudemos comprovar o desânimo geral com o final do set de Oakenfold, que saiu vaiado. Puxando o coro de “Toca Raul!”, o público do nosso lado recebeu, de alguns fãs na pista, olhares fulminantes e furiosos, mas era o show da diva Madonna e eu ainda tinha esperanças de que tudo acabaria em diversão ou muita cerveja.

Com pouco mais de uma hora de atraso, as luzes do estádio se apagam e começa a introdução do “maior show de 2008”. Nesse momento já havíamos perdido a conta de tantas cervejas e já cansados do clima também morno das cadeiras, nos dirigimos para a pista em uma verdadeira peregrinação pelo estádio. O público, com as mãos levantadas, já dançava aos primeiros beats de “Candy Shop” (roqueiro que é roqueiro não dança em show, abraça o primeiro desconhecido que aparece, pula e voa de um lado pro outro, empurrado por um multidão de cabeludos fanáticos) e pela primeira vez me senti semi-contagiado (afinal, não poderia acabar com a minha reputação tão fácil e rápido assim).

O começo do show foi espetacular. “Candy Shop”, “Beat Goes On” com Kayne West no telão, uma versão bizarra e disforme que estragou a ótima “Human Nature” com Britney Spears e de repente entra “Vogue” (fazia parte da tortura ver meus amigos imitando, nos anos 90, a coreografia da música), mas que remixada com canções de “Hard Candy” e com uma coreografia hipnotizante ganhou meu 10 roqueiro! Entretanto, como grande fã da música ao vivo, dos imprevistos, improvisos e das imperfeições, ver uma artista como Madonna utilizar o playback durante grande parte de seu show decepciona (de acordo com alguns fãs o playback só é utilizado em músicas como “Heartbeat” e “Give 2 Me”). “Heartbeat” é bem legal, mas, por ser uma demo rejeitada por uma “Pussycat Doll”, é impossível não sentir um pouco de vergonha alheia por Madonna. “Borderline” em versão “roqueira” estava irreconhecível e só no “refrão” deciframos a música, mas assim como “She’s Not Me”, a clássica “Music” e a baladona “Devil Woudn’t Recognize You” garantiram um bonito espetáculo da platéia (faltaram apenas os isqueiros iluminando o estádio nessa última).

O bloco Gipsy foi a grande surpresa da noite. Colorido e totalmente inspirado pelo visual da banda nova-iorquina de folk-punk, Gogol Bordello, de quem, dizem por aí, Madonna é fã. As ótimas “Spanish Lesson” e “Miles Away” abriram o bloco (e agora, sem mais nenhuma reputação roqueira posso assumir que há tempos treino as duas canções no baixo e violão). O resto do bloco provou que “uma vez metaleiro, sempre metaleiro”: “La Isla Bonita” retorceu meus ouvidos e antes de rolar em convulsões pelo chão fui salvo pela folclórica “Lela Pela Tute” também tocada pelo pessoal do Gogol. Mas “You Must Love Me” ainda seria o ponto alto de minhas dores estomacais, ainda mais quando agarrado pelo pescoço por alguém que chorava copiosamente e gritava de forma histérica, dentro de meus ouvidos: “EU QUERO A MADONNAAA!!!”, para logo em seguida se atirar ao chão em posição fetal. Carinhosamente eu só pude levantar o sujeito e dizer: “Recomponha-se, homem!”. Por fim, seguimos, já eternamente traumatizados, para a grade que dividia a pista VIP.

Chegávamos ao bloco final do show e depois de muita insistência e de um jogo de cintura próprios de quem está acostumado com a “truculência” e “selvageria” dos cabeludos, feios, sujos e malvados, todos nós conseguimos um lugar ao sol dentro da pista VIP e assim, já no final da versão oficial de “4 Minutes”, encerrávamos nossa “turnê” por todos os setores do Morumbi (com direito a fitinha rosa no pulso e tudo). Realmente esse não era um show para qualquer fã da cantora ou um mero desavisado (como eu). A maioria das músicas era tão remixada que soavam irreconhecíveis por boa parte do tempo, com exceção de “Vogue” que realmente ficou muito boa misturada com “4 Minutes”. “Ray of Light” acabou com essa má impressão, o instrumental estava impecável. Enfim uma música antiga que Madonna não estragava com um “zilhão” de efeitos e batidas ao melhor estilo de Timbaland.

Muitos disseram que “Like a Prayer” foi a melhor música do show, será? Não me impressionou, mas afinal, não sou fã das antigas canções da “diva”, fato explicado. Chegamos então ao momento “a platéia pede a próxima!”, e vamos combinar, foi tudo armação: Dessa vez nós é puxávamos o coro de “Toca Raul!” e não fomos atendidos. Mais olhares furiosos. O cara escolhido por Madonna gritou “Like a Virgin” e tudo certo, a música rolou sem maiores danos, mas esperava da cantora “aquela” coreografia sensual. Em troca ganhei a visão de uma senhora com mais de 60 anos, vestida de Madonna versão “Lucky Star” anos 80, rebolando até o chão, bem na minha frente! Inesquecível!

O ponto alto do show em minha opinião foi “Hung Up”, que mesmo deslocada no bloco final, Rave/Futuristic, terminou com os acordes da ode aos metaleiros, “New Level”, da extinta banda texana Pantera (Yeah! Enfim Madonna tentava conquistar mais um coração roqueiro). Fui à loucura, para a vergonha geral dos meus amigos e mais olhares escandalizados de alguns fãs da cantora ao meu redor. E um grande susto, o que era apenas uma desconfiança passou a ser uma certeza quando Madonna, com sua guitarra, tocou os primeiros acordes da porrada musical: ela emula as notas com destreza, mas definitivamente não toca o instrumento. As posições da música são completamente diferentes e o tempo dos acordes também, mas para um show tão coreografado e “certinho” nada mais poderia ser esperado, ou seja, playback até nas guitarras.

“Give 2 Me” e um grande “Game Over” encerraram minha “Odisséia” pelo mundo de Madonna. Nada mais clássico para um show tão futurista, um grande espetáculo visual, um belo, preciso e intocável videoclipe de 2 horas, sem biz e com a incômoda sensação de uma estrela “quase morna” à anos-luz distante de seu público até nas falas ensaiadas, o que destoa com o fato de Madonna contar com uma platéia lotada dos fãs mais calorosos do mundo (os brasileiros).

A Sticky & Sweet Tour passa a impressão de um show projetado exclusivamente para os fãs de carteirinha de Madonna e indiscutivelmente esse foi o mais comentado e rentável show do ano. Para um roqueiro de sangue quente como eu, um pouco mais de calor, paixão e um zumbido nos ouvidos, próprios de shows de rock, não faria falta e sem maiores e futuros traumas, o espetáculo, a cerveja e o quase final apoteótico foram uma diversão diferente, mas garantida.

Agora, sem mais reputação roqueira nenhuma, pego meu violão e toco mais um pouco de “Miles Away” e “Spanish Lesson”, quem sabe até desenterre minha versão hardcore de “Secret”.

Quem sabe…





Chinese Democracy: A Obra-Prima de Axl Rose

14 12 2008

Por Pablo Lopes Queiroz.

Resenha publicada no site da revista Dynamite.

novo-gnr-izzy-stradlin1

14 ANOS DE ESPERA, MAIS DE 14 MILHÕES DE DÓLARES GASTOS NO PROJETO E 14 CANÇÕES “INÉDITAS”. ESSE É O SALDO DE CHINESE DEMOCRACY, O NOVO CD DO GUNS N’ ROSES.

Muita confusão e muitos boatos rondaram o tão aguardado CD, sendo que das quatorze faixas apresentadas, nove já circulavam pela Internet, desde 2002. Muita gente ainda diz que esse é um álbum solo de Axl Rose, que a banda perdeu a identidade sem Slash, Duff e Izzy e não chega nem perto do estilo sujo de hard rock criado pelo Guns e imitado por milhares de roqueiros. Entretanto, Chinese Democracy é um grande e inovador álbum de rock, se levarmos em conta, é claro, o que tem sido produzido nas últimas décadas.

O CD, produzido desde 1998, contou com um entra e sai de mais de vinte músicos. Pela banda já passaram nomes como Zakk Wylde (guitarrista de Ozzy Osbourne), Dave Navarro (ex-Red Hot Chilli Peppers e ex-Jane’s Addiction), Josh Freese (Nine Inch Nails), “Brain” Mantia e Buckethead (ex-Primus) e Paul “Huge” Tobias, antigo colaborador de Axl, que compôs músicas como “Shadow Of Your Love” e “Back Off Bitch”, para a primeira encarnação da banda (ele é considerado por muitos como a “Yoko Ono” do Guns N’ Roses).

A primeira faixa do CD, também intitulada de “Chinese Democracy”, anuncia o novo estilo de uma banda que agora flerta com o rock pesado e o rock industrial: uma longa e soturna introdução é interrompida por um berro gutural de Axl Rose, que mostra estar em sua melhor forma vocal. Sem refrão, a canção é pesada e direta na crítica ao sistema político chinês. Clichê, mas funciona.

A porrada sonora continua com a ótima “Shackler’s Revenge” (previamente lançada no jogo Rock Band 2). Aqui a banda soa como um Nine Inch Nails nervoso e é difícil imaginar que Slash e companhia possam um dia acompanhar tamanha evolução. É na próxima faixa que os problemas começam. “Better” é um pop disfarçado de música pesada e não se encaixa no álbum, o refrão gruda, mas não passa de fogo de palha. “Street of Dreams”, mais conhecida como “The Blues”, é uma balada grandiosa, o solo de guitarra lembra o estilo de Slash, e poderia ser uma perfeita continuação de “November Rain” ou “Estranged”. “If The World” (lançada no filme “Rede de Mentiras”) chega a ser bizarra, um funk-rock com pitadas de R&B, que pretende surpreender os fãs mais desavisados. “There Was a Time”, uma semi-balada, seria a escolha perfeita para um single e videoclipe, as guitarras são muito bem trabalhadas e toda a parte instrumental é impecável. “Catcher In the Rye” é a melhor balada de Chinese Democracy, mas Axl errou ao cortar o solo (e ótima contribuição) de Brian May (guitarrista do Queen) da versão final. Na “última” porrada sonora do CD, “Scraped”, Axl Rose vocifera: “All things are possible/I am unstoppable” e mostra a que veio o novo Guns N’ Roses. “Riad N’ The Bedouins” é boa, tem suingue e deve agitar muito ao vivo.

O ponto fraco do álbum fica por conta de “This I Love”, que mais soa como a trilha sonora de um desenho ruim da Disney, mas com bastante licença poética, talvez passe sem causar maiores danos auditivos. “Sorry” com participação de Sebastian Bach (ex-Skid Row) já é uma faixa controversa e muitos dizem que é uma crítica direta aos ex-gunners. “I.R.S.”, “Madagascar” (uma pseudo-continuação de “Civil War”, com discursos de Martin Luther King) e “Prostitute” (espetacular composição da banda) fecham a obra-prima de Axl Rose e deixam os fãs ansiosos pelo que o futuro trará.

Uma grande bola fora foram os erros de digitação encontrados no encarte e a completa falta de promoção para o álbum até agora. Em recente entrevista para um website americano, Axl disse que a arte final do CD não fora aprovada por ele e que capas alternativas serão lançadas, sem erros. Espera-se o lançamento do videoclipe de “Better” ainda neste mês e uma massiva promoção publicitária para “alavancar” as vendas do mega lançamento de Axl.

Muitos dizem que Chinese Democracy é superproduzido, sem um estilo musical definido, e que por vezes soa como um super Greatest Hits. Mesmo assim pode ser considerado um dos melhores álbuns da década, com alguns pontos baixos, mas superior em qualidade musical e de produção. Resta saber se para os fãs mais ardorosos isso vai ser o suficiente.

Guns N' Roses - Chinese Democracy

Guns N' Roses - Chinese Democracy





Sex, Dykes and Rock N’ Roll

8 09 2008

Por Pablo Lopes Queiroz.

Artigo publicado em primeiro destaque no site Dykerama (Uol).

QUEM SÃO AS MULHERES QUE JÁ DOMINARAM E AINDA DOMINAM A CENA DO HEAVY METAL MUNDIAL? ISSO EXISTE? POIS É, NÃO PENSE QUE AS DYKES ESTÃO PRESENTES APENAS EM MOVIMENTOS COMO O QUEERCORE E O RIOTGIRRRL. COM MUITA COMPETÊNCIA ELAS DESAFIAM TODOS OS CLICHÊS DE UMA CENA MUSICAL DOMINADA POR HOMENS E MOSTRAM PARA MUITOS MARMANJOS QUE O “LESBIAN ROCK” É TÃO BOM, SE NÃO MAIS ORIGINAL DO QUE O MACHISTA “COCK ROCK”.

Lembrar de todos os clichês do rock n’ roll é fácil, ainda mais das figuras e da moda que compõe esse estilo musical: calças de couro apertadas, bandanas segurando os longos cabelos, óculos ray-ban, gritos estridentes e ensurdecedores, tatuagens, muito machismo, fãs taradas e enlouquecidas, letras sobre sexo, mulheres, bebidas, ou seja, o sonho de todo garoto que acabou de entrar na puberdade. Mas e as mulheres, como entram ativamente nessa história?

O Rock já não é o mesmo, os tempos áureos das décadas de 70, 80 e 90 há muito tempo deixaram sua marca, que hoje é mera sombra de um passado de fama, criatividade, sucesso e sexo fácil, fácil até demais. Em um ambiente dominado por homens que adoram criar a imagem de “feios”, “sujos”, “malvados” e “sexistas”, nos dias de hoje são as mulheres quem mais prometem criar uma nova geração de roqueiros(as) eternos.

A diferença é que essas não são quaisquer mulheres. Pertencentes a movimentos musicais como o “Queercore” (também conhecido como homocore) ou o movimento auto-intulado “Riot Girrrl”, muitas bolachas engajadas do mundo todo, deixam um pouco de lado o gosto por Madonna, K.D. Lang, Melissa Etheridge e caem nas graças de estilos musicais mais pesados, que se concentram não apenas no sexo (com mulheres), mas de cunho político-social-cultural, tratam sobre questões como o preconceito, sexualidade, identidade e questões gerais do universo gay.

O Queercore e o Riot Girrrl são movimentos bem conhecidos do meio gay engajado, com conteúdo (massa encefálica ativa), e bandas como Bikini Kill, Indigo Girls, Le Tigre e as brasileiras do Dominatrix sempre fizeram a cabeça de garotas que gostam de garotas. Entretanto a “sapataria” sempre quis muito mais e com tremenda capacidade e dom, já provaram que podem sim fazer muito marmanjo babar de inveja, não só pela sua música, mas também pelas suas fãs e os mais desavisados, claro, pelo seu “sex appeal”. Pobres “machos”!

Atualmente muitas dykes levaram esse engajamento para outras tantas vertentes do rock: hardcore puro, punk, hard rock, new metal, heavy metal, gothic metal, industrial; todos esses estilos possuem artistas lésbicas de peso. Sejam tomboys ou ladies, o que importa é o rock de alta qualidade que fazem.

O que falar então da diva do punk rock e precursora do “lesbian rock”, Joan Jett, da extinta banda The Runaways e criadora do hino mundial “I Love Rock N’ Roll”? Assumida, a cantora teve um papel fundamental no movimento Riot Grrrl durante a década de 90 e produziu artistas como Peaches e Bikini Kill. Continua na ativa até os dias de hoje e é influência não só para as garotas, como para toda uma geração de roqueiros.

Os anos 90 trouxeram grandes bandas de lesbian rock, como o L7, que na época figurava no time de primeiro escalão do movimento grunge/punk. Formado em 1985 pelas guitarristas Donita Sparks e Suzi Gardner, continuaram na ativa até 2001. Durante a fase áurea do grunge, a banda sempre se viu envolta em “pequenas” controvérsias, como o caso do absorvente feminino atirado na platéia do Reading Festival, em 1992. No mesmo ano é lançado o álbum Bricks are Heavy, considerado pela revista Rolling Stone norte-america, como um dos álbuns essenciais da década de 90 e por muitos como um clássico do rock. Canções como “Pretend We’re Dead”, “Everglade” e “Monster” dominaram a MTV e as paradas de sucesso do mundo todo. A banda fez uma apresentação meteórica no festival brasileiro Hollywood Rock, em 1993, que ainda contava com bandas como Nirvana, Alice In Chains e Red Hot Chilli Peppers.

1993 também marcou o nascimento de outra banda de mulheres e tão importante para o movimento lesbian rock, quanto o L7, mas em um outro gênero (que a essa altura enfrentava uma dura decadência), o heavy metal. Saem o visual desleixado e masculinizado do grunge e entram os rostinhos bonitos e as calças de couro do rock. Naturais de Estocolmo, na Suécia, o Drain S.T.H., seguiu pela vertente de mestres do estilo como Black Sabbath e Metallica e com muita técnica conquistaram os marmanjões de plantão com uma mistura de heavy metal gótico e hard rock. Apadrinhadas pelo ídolo Ozzy Osbourne, participaram, em 1999, do festival itinerante Ozzfest e contaram com a participação de Tony Iommi (guitarrista do Black Sabbath) nas gravações do álbum Freak of Nature, do mesmo ano. O grupo decretou seu fim no ano 2000, mas deixou um legado pra qualquer metaleiro de carteirinha não botar defeito.

Em outra vertente bem mais extrema, a banda Otep, liderada pela vocalista Otep Shamaya, faz uma mistura poderosa de nu metal, death metal e rapcore. O grupo, formado em 2000, já lançou três CDs (Sevas Tra, de 2002; House of Secrets, de 2004 e The Ascension, em 2007). Com um forte apelo político e social, Otep é uma das maiores críticas da guerra do Iraque e do presidente norte-americano George Bush e deixa sua mensagem clara em músicas como “Blood Pigs” e “Warhead”. Direta e sem muitos rodeios, suas letras são incômodas, relatam experiências passadas traumáticas e são recheadas de mensagens contra o fanatismo religioso, problemas sociais e a cultura norte-americana. Tudo isso carregado por um sentimento pesado de inconformismo contra a sociedade atual. Ligada às artes, a cantora ainda se dedica à poesia e já tem dois livros publicados: Little Sins e Caught Screaming, por enquanto apenas lançados nos EUA. Um paradoxo para uma vocalista tão feroz.

Com menos peso, mas não menos ferocidade, a cantora britânica Deborah Dyer, mais conhecida como Skin, da já extinta banda Skunk Anansie, segue com a mistura de britrock e rock industrial que tanto influenciou seu antigo grupo. Em carreira solo, Skin lançou o álbum Fleshwounds, em 2003, mal recepcionado pela crítica e pelos antigos fãs, que se assustaram com o novo direcionamento musical da artista. Muito mais leve e bem distante do britrock pesado, o álbum não chamou tanto a atenção de seu público, mas em 2006, ela volta, outra vez de cabeça raspada, com o álbum Fake Chemical State e o single “Alone in My Room”. Atualmente Skin trabalha em seu terceiro álbum solo.

É uma pena que a decadência do rock, exatamente no período em que muitas dessas bandas foi criada, ofuscou um futuro sucesso mais duradouro, afinal poucas continuam na ativa nos dias de hoje.

Mas uma coisa pode-se atestar, mesmo tendo crescido e sendo influenciado pelo machista “cock rock”, o lesbian rock não perde, nem deve nada aos grandes deuses do metal.

Otep Shamaya

Otep Shamaya





Charlie Brown e Sua Turma (Tira 3)

1 09 2008

Por Pablo Lopes Queiroz.





A Épica Jornada de Axl Rose

18 08 2008

Por Pablo Lopes Queiroz.

Artigo publicado no site Guns N’ Roses Brasil.

FICA CADA VEZ MAIS PRÓXIMA E VERÍDICA A PREVISÃO DE QUE CHINESE DEMOCRACY, O NOVO CD DO GUNS N’ ROSES, SEJA LANÇADO AINDA NESTE ANO.

É inegável o fato do tão aguardado lançamento do Guns N’ Roses ser um dos CDs mais controversos e comentados da década. Com o maior orçamento já gasto em um único álbum, inúmeras datas de lançamento não cumpridas e centenas de músicos envolvidos, o épico Chinese Democracy promete mudar a história da música, assim como Appetite For Destruction, o primeiro álbum da banda.

Sem Slash (ex-guitarrista) e Duff Mckagan (ex-baixista), força motora por trás dos vocais e genialidade de Axl Rose, a banda deixa um pouco de lado a mistura blues-punk-hard rock e passa a flertar com a vertente mais pesada do rock industrial tão explorado por bandas como Nine Inch Nails, Ministry e Marilyn Manson. Mas nem todos os fãs precisam ficar de cabelo em pé, muitas das faixas que vazaram pela Internet, nos últimos anos, lembram a sonoridade antiga de baladonas como “November Rain” e “Estranged”. As opiniões se dividem, os fãs também, que agora travam uma verdadeira guerra através de websites e fóruns de discussão, mas a maioria das canções já apresentadas parece alcançar o impossível: agradar gregos e troianos. Alguns fãs mais antigos e aficionados, é claro, reconhecem que a nova sonoridade ainda não faz jus ao legado da banda e torcem o nariz. Já os fãs mais novos se curvam ao virtuosismo do guitarrista Buckethead (substituído pelo não menos talentoso Ron “Bumblefoot” Thal, em 2006) e não sentem a menor falta de Slash; na verdade a maioria desses fãs nem eram nascidos quando a banda já havia “acabado”, o que explica tamanha heresia.

Axl Rose pretende continuar o legado da banda e já deixou claro que uma carreira solo, ao menos para esse material, está fora de questão. Cabe aos fãs digerir o novo estilo musical do Guns N’ Roses e se acostumar com o fato de que uma reunião ou possível volta com os ex-membros da banda está, no momento, fora de questão para o vocalista e único membro original da nova encarnação.

A mais recente notícia envolvendo a banda é sobre “Schackler’s Revenge“, o primeiro single do álbum Chinese Democracy, com lançamento previsto para setembro de 2008 no jogo Rock Band 2, para XBOX 360 e PS3. A faixa, que também vazou pela Internet na semana passada, conta com pitadas de prong metal (influência de Buckethead) e mais parece uma mistura de heavy metal com rock industrial. Após uma introdução com muitos efeitos sonoros e muito barulho, Axl Rose começa cantando: “eu tenho um pressentimento/que há algo de errado hoje”. No início o vocalista emula o vocal de “It’s So Easy” e durante a canção sua voz vai crescendo até atingir um alcance impossível para qualquer mortal. Em dados momentos lembra uma versão turbinada e mais soturna de “The Hand That Feeds“, do Nine Inch Nails. Puro deleite para quem estava ávido pelo bom e “novo” rock n’ roll do Guns.

Cabe agora aos fãs dizer se a nova sonoridade da banda cabe ou não dentro desse “pressentimento” cantado por Axl.

Entretanto, enquanto nada é definido e tudo pode acontecer, Axl Rose tenta reerguer o Guns N’ Roses, que na falta de Slash agora conta com três guitarristas e tenta criar uma nova identidade para uma das últimas e mais genuínas bandas de rock da história da música.

CURIOSIDADES SOBRE CHINESE DEMOCRACY

  • A primeira data de lançamento de Chinese Democracy foi prevista para a virada do milênio e o álbum se chamaria 2000 Intentions.
  • Em entrevista para a revista Rolling Stone americana, em 1999, Axl Rose revelou pela primeira vez possíveis títulos para as faixas do novo CD, que seriam: “Prostitute”, “Oklahoma”, “Cock-a-roach Soup”, “This I Love”, “Suckerpunched”, “No Love Remains”, “Friends Or Foe”, “Zip It”, “Something Always”, “Hearts (Always) Get Killed”, “Closing In On You”.
  • Em 1999, os fãs ainda conheceriam a primeira faixa lançada oficialmente pelo “novo” Guns N’ Roses, “Oh My God”, na trilha sonora do filme “Fim dos Dias”, com Arnold Schwarzenegger.
  • No dia 31 de dezembro de 2000, a banda faz seu primeiro show desde 1993, com formação inteiramente remodelada e a inclusão de um terceiro guitarrista e um segundo tecladista. Durante os shows de 2001 e 2002, Axl Rose estava visivelmente fora de forma e acima do peso, sua voz havia perdido o alcance e mal lembrava a do maior frontman da história do rock.
  • O próprio Axl Rose diz que muitas das letras de Chinese Democracy foram inspiradas pelo término da relação com a modelo Stephanie Seymour, com quem viveu durante 1991 e 1993. Axl ainda diz ter o desejo de que Dylan, o filho da modelo (na época com apenas dois anos), ouvisse as canções e entendesse sua versão dos fatos ocorridos na época.
  • Axl está trabalhando seriamente no CD desde 1998 (10 anos) e Chinese Democracy já é considerado um dos álbuns mais caros da história da indústria fonográfica, com um orçamento de produção girando em torno de U$ 16 milhões de dólares (até o momento).
  • Apenas um álbum, em toda a história da música, demorou tanto tempo para ser produzido e lançado e foi Smile dos Beach Boys, que levou mais de 35 anos para ser apresentado aos seus fãs.
  • Na virada de 2001 para 2002 a banda faz um show no Hard Rock Café de Las Vegas e que termina com um fato curioso: Slash tenta entrar na casa de shows para assistir a apresentação, mas é barrado pela equipe da banda.
  • A banda já realizou duas turnês com a intenção de também promover o álbum (a outra era com certeza levantar fundos para a finalização do CD), sem ao menos uma data de lançamento prevista.
  • Em 2002, a banda Offspring, em uma clara provocação a Axl Rose e Cia. ameaçou lançar seu CD, Spliter, com o nome de Chinese Democracy (You Snooze, You Lose), mas foi legalmente proibida pelos advogados e pela gravadora de Axl. O vocalista Dexter Holland ainda brincou, “Se o Axl Rose roubou os meus dreadlocks, por que eu não posso roubar o nome do CD dele?” (se referindo ao novo visual do cantor que na época mais parecia fazer parte de uma banda de reggae do que de rock). No final, tudo não passou de uma brincadeira de primeiro de abril da banda de Dexter.
  • Ainda em 2002, a banda fez shows na China, com intenção de promover o álbum.
  • No final de agosto do mesmo ano a banda faz uma participação surpresa no Video Music Awards, mas decepciona a maioria dos fãs com um medley morno que incluía “Welcome to the Jungle”, “Paradise City” e a inédita “Madagascar”. Visivelmente sem fôlego e desafinado, Axl Rose mal conseguiu acompanhar sua banda “cover” (como muitos críticos se referiram na ocasião).
  • A sofrível turnê de 2002 foi cancelada por conta dos inúmeros atrasos e desistências de Axl Rose para subir ao palco, o que fatalmente ocasionava conflitos entre fãs e a polícia, quebra-quebra e danos a propriedade.
  • Em 2004 a banda é convidada para tocar na quarta edição do festival Rock In Rio, que se realizou em Lisboa, mas teve que recusar a oferta, na última hora, por conta da saída da banda do guitarrista Buckethead.
  • Em 2006, a banda volta em uma turnê de sucesso e em meio a muitas previsões de lançamentos, que nunca se cumpriram.
  • No mesmo ano de 2006, o empresário da banda, Merck Mercuriadis, é demitido por falar demais e revelar informações sigilosas sobre o álbum.
  • Em 2007, o website oficial da banda informa que Chinese Democracy já está finalizado e em processo de mixagem.
  • No mesmo ano a banda faz uma mini-turnê pelo México, Austrália, Nova Zelândia e Japão, mas cancelam a participação que fariam no festival sul-africano My Coke Festival, devido uma contusão do baixista Tommy Stinson.
  • No começo de 2008, a fabricante norte-americana de refrigerantes, Dr. Pepper, anuncia que se Chinese Democracy for lançado ainda neste ano, cada cidadão americano (menos Slash e Buckethead) receberá uma lata de refrigerante grátis. Axl Rose se pronuncia e diz que então dividirá sua lata com Buckethead. Slash também se pronuncia e alfineta dizendo que sempre preferiu o sabor da Coca-Cola.
  • Boatos dizem que a banda é cotada como atração principal no Video Music Awards da MTV ainda em 2008.

DEMOS DE CHINESE DEMOCRACY QUE VAZARAM NA INTERNET (POSSÍVEL TRACKLIST)

1999

  • “Oh My God” (Dane Navarro nas guitarras – Trilha de “Fim dos Dias” – Versão de estúdio)

2001

  • “Madagascar” (Versão ao vivo)
  • “Chinese Democracy” (Versão ao vivo)
  • “The Blues” (Versão ao vivo)
  • “Silkworms” (Versão ao vivo)

2002

  • “Riad N’ The Bedouins” (Versão ao vivo dos shows de Hong Kong, China)

2004

  • “I.R.S.” (Versão de estúdio)

2006

  • “Better” (Versão de estúdio)
  • “T.W.A.T.” (“There Was a Time” – Versão de estúdio / Clipe não oficial)
  • “Catcher In The Rye” (Brian May nas guitarras – Versão de estúdio)

2007

  • “Checkmate” (Possível título do clipe de 20 segundos que se conhece)

2008

  • “If The World”
  • “Prostitute”
  • “This I Love”
  • “The Blues” (Versão de estúdio)
  • “Riad N’ The Bedouins” (Versão de estúdio)
  • “Madagascar” (Versão de estúdio)
  • “T.W.A.T” (“There Was a Time” – Segunda versão de estúdio)
  • “I.R.S.” (Segunda versão de estúdio)
  • “Chinese Democracy” (Segunda versão de estúdio)
  • “The General” (Título da demo instrumental com melodia de Axl Rose ao fundo)
  • Shackler’s Revenge” (primeiro single do álbum, apelidada pelos fãs como “Chicken Dinner”, com lançamento previsto para setembro de 2008 no jogo Rock Band 2 para XBOX 360 e PS3 – Versão de estúdio).

Todas essas versões podem ser encontradas pela Internet em sites como YouTube , Daily Motion, Soapbox e GoEar.

FAIXAS, AINDA INÉDITAS, CITADAS POR AXL ROSE E QUE POSSIVELMENTE FARÃO PARTE DE CHINESE DEMOCRACY:

  • “Sorry” (Com participação de Sebastian Bach)
  • “Friend Or Foe”
  • “Never Had It”
  • “Closing In On You”
  • “Something Always”
  • “This I Love”
  • “Prostitue”
  • “Today, Tomorrow, Forever”
  • “No Love Remains”
  • “Strange Disease”
  • “This Life”
  • “Zip It”
  • “Atlas Shrugged”
  • “Hearts (Always) Get Killed”
  • “Scraped”
  • “Streat of Dreams” (Possivelmente um novo título para a faixa “The Blues”)
  • “Cock-a-roach Soup”

A BANDA (E SUAS INÚMERAS FORMAÇÕES)

1984 – 1985 (Primeira Formação)

  • Axl Rose – Vocais
  • Tracy Guns – Guitarra Solo
  • Izzy Stradlin – Guitarra Base
  • Ole Beich – Baixo
  • Rob Gardner – Bateria

1985 – 1990 (Formação Clássica)

  • Axl Rose – Vocais
  • Slash – Guitarra Solo
  • Izzy Stradlin – Guitarra Base
  • Duff Mckagan – Baixo
  • Steven Adler – Bateria

1990 – 1995

  • Axl Rose – Vocais
  • Slash – Guitarra Solo
  • Gilby Clarke (no lugar de Izzy Stradlin que sai no final de 1991) – Guitarra Base
  • Paul “Huge” Tobias (no lugar de Gilby Clarke que sai em 1994) – Guitarra Base
  • Duff Mckagan – Baixo
  • Matt Sorum (no lugar de Steven Adler que sai em 1990) – Bateria
  • Dizzy Reed – Teclados

1995 – 2000 (Músicos Adicionais – Período de Inatividade da Banda)

  • Zakk Wylde (Ozzy Osbourne) – Guitarras
  • Gary Sunshine (Circus of Power) – Guitarras
  • Dave Navarro (Jane’s Addiction/Red Hot Chilli Peppers) – Guitarras
  • Josh Freese (Nine Inch Nails/A Perfect Circle no lugar de Matt Sorum) – Bateria

2001 – 2005

  • Axl Rose – Vocais
  • Robin Finck – Guitarras
  • Buckethead – Guitarras
  • Paul “Huge” Tobias – Guitarras
  • Tommy “The General” Stinson – Baixo
  • Dizzy Reed – Teclados
  • Cris Pitman – Teclados
  • “Brain” Mantia – Bateria

2006 – 2007

  • Axl Rose – Vocais
  • Robin Finck – Guitarras
  • Ron “Bumblefoot” Thal (no lugar de Buckethead) – Guitarras
  • Richard Fortus (no lugar de Paul “Huge” Tobias) – Guitarras
  • Tommy “The General” Stinson – Baixo
  • Dizzy Reed – Teclados
  • Cris Pitman – Teclados
  • Frank Ferrer (no lugar de “Brain” Mantia) – Bateria

EX-PRODUTORES DE CHINESE DEMOCRACY

  • Mike Clink (Live ?!*@ Like a Suicide, Appetite for Destruction, GNR Lies, Use Your Illusion I & II, The Spaguetti Incident?)
  • Sean Beavan (Marilyn Manson, Nine Inch Nails, Slayer)
  • Youth (U2, Siouxsie & the Banshees, Depeche Mode, Erasure)
  • Moby
  • Andy Wallace (Nevermind, do Nirvana, Prince, Paul McCartney, Faith No More)
  • Roy Thomas Baker (Queen, Ozzy Osbourne, David Bowie, Rolling Stones)
  • Bob Ezrin (Alice Cooper, Pink Floyd, Hanoi Rocks, Lou Reed)